Mais ou Menos

Uma expressão que eu realmente não gosto é o "mais ou menos". Quando está no contexto da vida, ela me passa uma idéia de instabilidade, insegurança, indecisão. Quando se trata de opinião, ela passa a idéia de indefinição, de um eterno "em cima do muro".

Caramba, pra mim ou é mais ou é menos!

Não há meio termo!

Não quero um relacionamento amoroso mais ou menos! Não quero amizades mais ou menos! Não quero desempenhar as minhas funções, sejam as profissionais sejam as pessoais, mais ou menos! Não quero uma vida mais ou menos!!!

Também não quero opinar sobre as coisas da vida mais ou menos. Quero propagar a minha verdade, esteja certa ou errada. Quero expor as minhas idéias de peito aberto para que sejam questionadas. Quero correr o risco de parecer ridículo. Pois entendo que é assim que evoluímos, pela diversidade e enfrentando as adversidades.

Quero mergulhar fundo, de cabeça, em tudo que eu fizer. Mesmo correndo o risco óbvio de me machucar. É para isso que eu nasci! É para isso que eu estou aqui!

Quero sentir o meu sangue quente latejar firme em minhas veias, como se quisesse me dizer: é isso aí, cara! Viva intensamente, viva com tesão, pois a vida vale a pena.

(Pausa para uma ressalva) - sempre que eu digo viver intensamente, eu quero dizer viver a vida em sua plenitude, de uma forma holística. Não confundam com o viver intensamente de alguns rock stars e afins.

Quero sorrir, gargalhar intensamente de alegria com as minhas vitórias. Mas também quero chorar, soluçar intensamente de tristeza com as minhas derrotas. Isto é a vida, na sua mais crua expressão. Sem firulas, sem maquiagem. E é assim que eu gosto dela!

Quero findá-la com a sensação do dever cumprido. De quem não se omitiu em momento algum. De quem fez o que tinha que fazer. De quem tentou todas as oportunidades, mesmo que na maioria delas não tenha obtido sucesso, mas tentou!

Não quero e não vou me permitir sentir-me referenciado neste belo poema de Francisco Otaviano de Almeida Rosa:

“Quem passou pela vida em brancas nuvens,
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.”

É isso aí! Ou é mais ou é menos! Não há meio termo!
                                                    (Edmaram – 06/12/2011)

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