Procurando na Morte Uma Explicação Para a Vida

Eu acredito que todos nós deveríamos fazer uma pergunta a nós mesmos pelo menos uma vez por dia, de preferência logo de manhãzinha, no início do dia: e se eu morresse agora?

Calma!, eu sei que este assunto é tabu para a maioria das pessoas, porém, não adianta fingir que a morte não existe. Ela é real! Ela é a única certeza que nós temos na vida!

Quando eu sugiro este questionamento íntimo, não estou sugerindo que fiquemos constantemente preocupados com a morte. Que nos tornemos paranóicos sobre o assunto. Eu estou sugerindo que o utilizemos como ponto de partida para uma reflexão sobre a vida!

Invariavelmente, nós tomamos conhecimento, através da Mídia, de pessoas, famosas ou não, mais famosas do que não famosas, que ao término de um processo de EQM (Experiência de Quase Morte) voltaram para o “lado de cá” “mais humanas”. Que perceberam que antes do evento estavam valorizando coisas insignificantes em detrimento de outras muito mais valiosas, geralmente, os familiares, o próximo, a religiosidade(observem que eu disse religiosidade e não religião, esta, cada um tem a sua e não se discute), a relação com o mundo como um todo e o trato com o próprio corpo físico.

Há também os que não passaram por uma EQM, mas que por motivos fortuitos 'viram a morte de perto'. O caso mais recente que me ocorre é o de Ric Elias, um dos sobreviventes do avião da US Airways que fez um espetacular pouso de emergência no Rio Hudson, no dia 15 de janeiro de 2009, com 155 pessoas a bordo. Todos sobreviveram graças à perícia do piloto Chesley Sullenberger. Ele, que estava em um dos acentos da primeira fila, tem contado a sua experiência pelo mundo em palestras. Nestas palestras ele cita o que chama de três verdades: 1 – Tudo pode mudar em um instante; 2 – A perda de tempo com coisas desnecessárias e inúteis; 3 – A vida deve ser utilizada como um preparatório para a morte.

Eu chamo a atenção, principalmente, para a última verdade. O que ela quer dizer? Exatamente o que este texto propõe. Se a vida deve ser tratada como um preparatório para a morte, e, como nós nunca sabemos exatamente quando ela virá, significa que devemos tentar a cada momento estarmos preparados, da melhor forma, para ela. Como?! Não perdendo tempo com coisas desnecessárias e inúteis e dando valor às coisas que realmente o têm.

Então eu pergunto: se somos sabedores destas verdades, porque devemos esperar que uma EQM ou qualquer outra experiência que nos aproxima da morte se nos apresente para refletirmos sobre ela?

Pense nisso!!!

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